quarta-feira, 30 de novembro de 2011

JÁ VAI TARDE

Considero excelente a notícia que o Roth não treinará o Grêmio em 2011. Penso, entretanto, que não deveria comandar o time no Grenal. Roth não conseguirá motivar o time para o clássico porque não terá nenhum apelo. Não será técnico ano que vem e não é propriamente uma pessoa pela qual outra doaria o seu sangue. Há ainda uma outra situação: Roth vai e vem de Inter e Grêmio. Quem me garante que ano que vem não será treinador do Inter? Pensando nisso faria de tudo para ganhar o clássico que tem possibilidade de Libertadores para o Inter? O certo é que já vai tarde o Roth. Para o seu lugar, entretanto, ninguém disponivel me anima. A safra é muito ruim, os únicos que poderiam me animar seriam Felipão e Muricy, só esses dois. O resto ou já sabemos que não dará certo ou são apostas. Nesse caso dou uma sugestão: ROGER com o Dinho de assistente. É um estudioso, conhece o Grêmio e, principalmente, é vencedor. Não percam tempo com Caios, Jorginhos, sabemos que não darão certo. A hora é do Roger.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

MUDANÇAS

Fiquei fora do ar por um tempo, mas estou de volta. Após um afastamento de um mês e pouco voltei ao Monumental no jogo contra o Cruzeiro e ontem assisti a Grêmio e Santos. Da minha última postagem para cá muita coisa mudou no time. Naquela fase do campeonato estávamos desarrumados e sem esperanças, entendendo que nosso campeonato se resumia a escapar do rebaixamento. Agora a coisa mudou dentro do campo. Temos time, uma defesa ainda instável, mas uma meia cancha de encher os olhos. Mário um lateral direito craque, o novo Santo e um ótimo lateral esquerdo. Mas o que mais tem me agradado é a reação dos jogadores em bloco ante os erros de arbitragem e diante dos adversários nas faltas mais duras. Antes nos resignávamos, agora vamos pra cima com veemência. Grande mudança pra melhor. É claro que a disputa por uma vaga para a Copa será renhida, peleada, mas com o que estamos jogando, ao menos podemos sonhar. A torcida está voltando e jogando junto. Vamos Tricolor queremos a Copa!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

POSIÇÃO PERIGOSA

Nessa hora ruim até a nossa interpretação sobre erros fica prejudicada. O certo é que não dá para ficar como está. O que mais preocupa é a distância que estamos ficando daqueles que estão a nossa frente, já não basta uma rodada para alcançá-los. Nosso campeonato, o de não cair, está ficando cada vez mais com menos candidatos. Nos resta o segundo turno, mas não temos perspectivas de mudança em curto espaço de tempo. O time é ruim e sequer esforçado é. O Rockembach após o jogo falou que tem gente não cumprindo as determinações do Roth. Se já se sabem quem são, urge que sejam defenestrados do Olímpico. E tem Grenal no próximo domingo e Corinthians fora na quinta. Difícil porque a crise não é só no time, é no clube também e não conseguimos avistar uma luz no fim do tunel. As más administrações que se sucedem no Grêmio, dirigentes vaidosos que pensam mais em si do que no Grêmio, nos levaram a esta situação que tende a nos tornar cada vez mais coadjuvantes nos torneios que disputamos. Não há possibilidade de ganhar nem Gauchão. O jeito é continuar torcendo e nas oportunidades que surgirem, votarmos mais com a razão do que com a emoção. Os dirigentes e os jogadores serão esses até o final do campeonato, independentemente da nossa vontade. A nós cabe torcer intransigentemente, pois a torcida é que temos de melhor. Não vejo movimento das facções políticas do Grêmio se mobilizarem em prol do clube nesta adversidade e isso seria medida mais que necessária. No entanto tem alguns que curtem a derrota como forma de crescerem politicamente, no pensamento voltado sempre para a próxima eleição.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

ESPAÇO NA ARENA

Não sei se nesse espaço alguma vez dei a minha opinião sobre a Arena do Grêmio. Penso que essa obra será importante para o crescimento do Grêmio, que a modernidade é necessária de forma a obter um maior aproveitamento desse imenso espaço e conseqüentemente aumentar a receita do clube. Tudo isso é relevante e benéfico para todos. O que está me deixando preocupado é o silêncio da direção com relação ao espaço que teremos na Arena. Falo dos sócios e dos locatários de cadeiras que hoje possuem espaço garantido no Estádio. Não há qualquer garantia até agora que continuaremos com esse privilégio. Nesta semana escutei que a direção está procurando uma empresa para a venda de camarotes e de cadeiras na Arena. Mas como vender para terceiros se não nos deram até agora a opção de continuar ocupando uma cadeira ou outro espaço qualquer? Penso que antes de possibililtar aos sócios o lugar na Arena não poderá ocorrer oferta a terceiros. É como nos jogos atuais. Primeiro os sócios depois, se sobrar, aos torcedores em geral. Não sendo assim, qual a vantagem de ser sócio ? Em meio a campanha de 100 mil sócios esta notícia não é nada alvissareira.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

PÉ NA PORTA

Partindo do proncípio de que todas as obrigações do clube com os jogadores estão em dia arrisco escrever esta coluna. O que se viu ontem no Olímpico é a negação de tudo aquilo que fomos um dia. Um time que nos últimos 15 dias jogou somente duas vezes, com um intervalo de 10 dias entre o jogo do Coritiba e o do Figueirense, só treinando, portanto, e visivelmente regredindo técnica e taticamente, nos levará nas próximas rodadas ao inferno da zona de rebaixamento, se nada for alterado. A alteração deveria começar com um pé na porta do vestiário pelo Presidente. Um discurso definitivo enquadrando os faltosos com possiblidade de rescisão de contrato sumariamente. Quem não está satisfeito que levante o braço e passe no RH. Jogador preguiçoso sem vontade, cagando e andando para os resultados, é desidioso e esta conduta está entre as faltas graves previstas na CLT. Jogador que não obedece as ordens táticas do treinador é insubordinado, da mesma forma falta grave prevista na CLT. E assim por diante. Não é possível que um simples Avaí ou América não respeitem o Grêmio no Monumental e, pior, que os nossos jogadores não fiquem indignados com isso. Não aguentamos mais tamanha passividade da direção e dos jogadores. É urgente que Adilson volte ao meio campo compondo com o Fábio e o Gilberto Silva. Sim, três volantes. Temos laterais com características de atacantes, portanto o meio de campo precisa mais do que dois marcadores. Principalmente contra o Flamengo, que ontem proporcionou uma aula de futebol, embora doa ter que dizer isso. Não é possível continuar assim, vendo os outros jogar, atuando como coadjuvantes num campeonato onde não temos a menor chance. A preguiça é tanta que no chute cruzado do Miralles ontem com defesa parcial do goleiro deles para frente, não estava o centroavante para empurrar para dentro. O mesmo centroavante que ficou de fora 3 meses por dar um carrinho numa bola lateral sem importância. Jogando apenas "para trazer a torcida para o seu lado", como costumam dizer. Passem os jogos da Seleção do Uruguai todos os dias pra esses caras, no lugar de treinos improdutivos. Tragam jogadores como Dinho, Goiano, Danrlei, Tarciso, De León entre outros para dar palestras sobre as suas experiências como jogadores do Grêmio. Enfim, façam alguma coisa, ponham o pé na porta pelo menos.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

JULINHO CAMARGO

Não sendo possível fazer mais nada, o Renato de agora em diante é passado, pois o que importa é o Grêmio. A escolha no Julinho me agradou num sentido, qual seja a de que com a sua contratação, deixou de vir para o Olímpico figuras como Cuca, Adilson ou Celso Roth. No Julinho podemos apostar, enquanto que nos outros tínhamos a certeza do erro. De outra parte, tirando o treinador do Beira-Rio, transferimos para eles a crise diante das três derrotas em seqüência sem o seu treinador de fato. Tanto que a palafita de lá caiu. Lamento profundamente a queda do "Sir" Falcão e do "Meritíssimo" Siegmann. Mas o que interessa é o Grêmio. Se falou por aí que a maior dificuldade do Julinho seria com o elenco, diante da sua inexperiência em times grandes e tal. Que os jogadores mais cascudos poderiam não obedecê-lo, assumindo o comando do vestiário. Não acredito nesta hipótese. Os cascudos do Grêmio, Fábio, Victor, Lúcio e agora Gilberto Silva, entre outros, que poderiam dar problemas, não possuem o perfil desses jogadores, ao contrário, não há em seus recentes contratos notícias de confusões internas. O importante é aproveitar a tabela, vitórias nesta quarta contra o Figueirense e na outra quarta contra o América -MG em casa, somadas àquela conquistada contra o Coritiba, nos darão uma tranquilidade para encaixar o time, além de um belo salto na tabela. Confiemos, pois, no trabalho do Julinho.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

O (IR)RESPONSÁVEL É O ODONE

A questão que se estabeleceu no Olímpico é um jogo de empurra com relação à responsabilidade pelos fracassos do ano. Em realidade a demissão do Renato foi isso. Explico: Odone com a entrevista pós jogo e a consequente demissão do Renato, ou pedido de demissão deste, não importa, quis dizer que a responsabilidade pela ausência de resultados é exclusiva do treinador. Tirou o corpo fora, quando deveria assumir a incompetência de seu mandato no tocante ao futebol. A imprensa diz que Odone teve que engulir o Renato, em virtude da ótima campanha do ano passado. O Grêmio terminou o ano na Libertadores e com um time montado, pronto. No início do ano começaram os problemas sem qualquer participação do Renato. Jonas saiu de graça e não foi substituído; Paulão, mesmo com as deficiências conhecidas, fez muita falta e saiu em meio a Libertadores para a China; André Lima se machucou seriamente e não compraram ninguém; o time não teve lateral esquerdo desde a saída do Fábio Santos (acharam que ele não servia). Esses são alguns pecados mortais patrocinados pela inércia da direção que não entendeu a necessidade urgente. Renato avisava e não era atendido. A perda da Libertadores e do Gauchão eram anunciadas e não causaram espanto. Como ganhar de alguém jogando com Lins e Viçosa no ataque? Essas eram as alternativas do Renato. Agora que estão chegando alguns reforços mandam o cara embora? Vão vocês e já vão tarde. Olha que quem está criticando é um cara que já votou no Vicente e votaria no Odone se segundo turno tivesse no ano passado. O Deputado ainda não assumiu o mandato, só se fala em Arena, enquanto amargamos um jejum de 10 anos. A presidência do Grêmio não pode ser um fardo para quem a ocupa. Deve ser a coisa mais importante para o mandatário, ou então não se apresente. Rainha da Inglaterra não queremos, precisamos do Odone de antigamente e não esse que não assume os seus erros, e são muitos. A demissão do Renato é inaceitável, ou, se houve pedido de demissão, esse não poderia ser aceito. Dia de luto para nós gremistas.